Um marco para se celebrar! O nosso projeto fotográfico que retrata pessoas em tratamento domiciliar completa uma década de existência.

No dia 8 de dezembro de 2010, era lançado o livro De volta para casa – um documentário sobre o tratamento domiciliar no Brasil. Nele, o fotógrafo André François conta histórias de pessoas que são atendidas pelo tratamento de saúde domiciliar no Brasil, no aconchego do lar e ao lado de seus familiares.

Foram mais de 20 mil quilômetros rodados nas cinco regiões do Brasil em busca de famílias que recebiam esse tratamento médico e de profissionais que se dedicam diariamente a atender e cuidar desses pacientes. André registrou imagens de mais de 60 casas, tanto em grandes centros urbanos como em regiões isoladas, como reservas indígenas com pouco acesso ao sistema de saúde.

“Ao longo do tempo em que produzi esse documentário, eu entendi que existem vários casos de pessoas que poderiam estar nas suas casas, sendo tratadas em casa. Isso é muito mais barato e muito mais humano do que manter uma pessoa por meses, e até por anos, dentro de um hospital sem precisar. E gostei muito de ter conhecido essas histórias de pessoas que conseguiram trazer seus entes queridos para casa”, conta o fotógrafo André François.

Entre tantas histórias inspiradoras, selecionamos algumas para serem relembradas. Confira!

 

Na foto, Mário faz a barba com o barbeiro Celso, tradição que os dois mantém há 20 anos. De uma família de 10 irmãos, Mário e sua irmã Luciana têm distrofia muscular e são cuidados pela mãe em Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo.

 

A bebê Sorange, de 3 meses, é atendida pelo grupo de voluntários Expedicionários da Saúde, que levou atendimentos para a comunidade indígena Sateré-Mawé em parceria com equipes de saúde locais e a Funasa.

 

Ivone Antonia da Silva, na época com 48 anos, e seu marido José. Ivone estava sob cuidados paliativos da Casa do Cuidar em assistência domiciliar, onde recebia a visita da Dra. Ana Claudia Arantes.

 

A pequena Maria Carolina Leuzenski, devido à distrofia muscular, passou os dois primeiros anos de vida no hospital e, após conseguir que o convênio arcasse com os custos do atendimento em casa, pôde ir para o seu lar e frequentar a escola.

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