A pandemia do novo coronavírus acarretou muitas perdas e esforços inesperados em todas as esferas da sociedade. Passados tantos meses, ainda vivemos um cotidiano de imensos desafios. Em contrapartida, a união e a solidariedade de pessoas e de empresas que fizeram doações na pandemia são de expressiva importância e nos fazem manter a esperança em um futuro mais sereno: de acordo com o Monitor das Doações da Covid-19, o Brasil vem batendo recordes de doações e de captação de recursos, já ultrapassando a marca de 6 bilhões de reais.

Muitas contribuições são feitas de forma direta a instituições, mas é válido lembrar que existem diferentes recursos capazes de potencializar a eficácia e a transparência na gestão financeira das doações. Uma solução para isso pode estar na criação de fundos filantrópicos, uma importante ferramenta de financiamento da sociedade civil no Brasil. 

Afinal, o que são os Fundos Filantrópicos?

Os fundos são formados a partir de um montante inicial (de doação de recursos ou bens) que financiam atividades das organizações com seus rendimentos. É uma fonte de recurso a longo prazo, o que é fundamental para garantir a independência financeira e reduzir a vulnerabilidade de organizações.

O Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil é um exemplo importante de iniciativa que surgiu em resposta à Covid-19. Criado para auxiliar entidades que estão na linha de frente no combate à pandemia, já captou mais de 40 milhões de reais e beneficiou mais de 40 hospitais.

Lidar com a gestão de uma imensa quantidade de dinheiro em um período curto, como exige a urgência do momento, é preciso ter responsabilidade. Os fundos, portanto, permitem a ação de maneira estruturada, com governança e transparência, gerindo os recursos de maneira mais transparente e eficaz. 

O Brasil tem uma experiência relativamente embrionária com esse mecanismo, mas vem se fortalecendo desde a regulamentação ocorrida em 2018. Após o incêndio ocorrido no Museu Nacional, por exemplo, uma Medida Provisória foi editada para a criação de fundos patrimoniais filantrópicos e para facilitar a captação de recursos para áreas de educação, cultura, saúde, assistência social, ciência e tecnologia, esporte e meio ambiente.

Leave a Reply