Depois do câncer de pele, o câncer de próstata é o mais comum entre os homens no Brasil.  Cerca de 25% dos pacientes com câncer de próstata ainda morrem devido à doença, e em média 20% são diagnosticados em estágios avançados (dados do INCA). Mesmo com a alta incidência, a doença ainda é um tabu entre os brasileiros, e por isso a campanha do Novembro Azul são tão importantes. 

Diferente do que se pensa, os exames de investigação – de toque ou de sangue – não são as únicas medidas necessárias para se prevenir do câncer.  Eles são essenciais para a detecção precoce e o aumento das chances de cura, mas antes mesmo de se prosseguir com eles, recomenda-se prestar atenção em medidas menos invasivas, do cotidiano, que podem ajudar a prevenir uma série de doenças.

A campanha do Novembro Azul foca numa abordagem de saúde integral do homem, incentivando o acompanhamento médico e a adoção de hábitos saudáveis como principal forma de prevenção. Logo abaixo, listamos algumas informações e medidas de prevenção contra o câncer de próstata, que costumam ser incentivadas pelos principais órgãos de saúde. Fique sabendo!

  • Quais são os fatores que aumentam o risco?

Existem alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de próstata, e o principal deles é o avançar da idade.  Dos diagnosticados, cerca de 90% tem mais de 50 anos. Outros fatores como o histórico familiar (caso houver pai ou irmão com o câncer antes dos 60 anos) e o sobrepeso também podem contribuir para o aumento de risco de desenvolver o câncer de próstata.

  • Adote hábitos saudáveis!

Não é segredo que a implementação de hábitos saudáveis melhora a nossa qualidade de vida. E além de várias outras doenças, eles também reduzem os riscos de desenvolvimento de câncer. Por isso, praticar exercício físico, alimentar-se de forma saudável, controlar o peso corporal, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são altamente recomendados pelas campanhas de combate ao câncer de próstata.

  • Esqueça o tabu e converse sempre com o seu médico

Quando se trata de câncer de próstata, a Organização Mundial da Saúde recomenda uma abordagem individualizada. Porque por mais importantes que sejam, os exames de toque e de sangue podem resultar em diagnósticos falso-positivos ou indicar alterações benignas, gerando estresse e procedimentos desnecessários. É por isso que o paciente, antes de tudo, precisa ter um acompanhamento médico adequado e procurar entender o que é melhor para o seu caso.

  • Atenção aos sinais

Os sinais e os sintomas não costumam aparecer em estágios iniciais do câncer, então não espere por eles antes de se atentar para a sua saúde. Mas caso note alguma dessas alterações, não hesite em procurar orientação médica. Os principais sinais são dificuldades, dor e irregularidades ao urinar e sangue na urina. Aumento e inflamação na próstata podem ser um sinal de alerta, apesar de estarem também relacionados a alterações benignas.

  • Exames de investigação e de confirmação

Existem duas categorias de exames: os de investigação (toque retal e sanguíneo) e o de confirmação (biópsia).

  1. Exame de toque retal – o médico examina irregularidades na próstata através do toque. O exame serve para avaliar o tamanho, a textura e forma da próstata, mas não confirma a existência da doença.
  2. Exame de PSA – exame de sangue que mede a quantidade da proteína Antígeno Prostático Específico (PSA) produzida pela próstata, e níveis altos dela no sangue são um alerta.
  3. Exame de confirmação – É apenas através da biópsia que dá para atestar o câncer, um exame encorajado caso os exames de investigação (toque e PSA) mostrarem sinais de alteração. 

 

Informações fornecidas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). Para saber mais, visite inca.gov.br

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